A Pornografia Afeta o Seu Comportamento


Facebooktwittergoogle_pluspinteresttumblrmail

Alguma vez você já ouviu a frase “O que o macaco vê, o macaco faz”? Isto soa simples, mas na verdade é uma ilustração muito complexa de algumas ciências do cérebro.

Entenda, macacos, humanos e outros mamíferos todos têm algo em seu cérebro chamado de “caminho da recompensa.” Parte do trabalho do caminho da recompensa é promover uma vida saudável, recompensando-o quando você faz algo que te mantém vivo (por exemplo, comer) ou cria uma nova vida (por exemplo, sexo), ou enriquece a sua vida com experiências e relacionamentos satisfatórios.

A forma como ele te recompensa é através da liberação de substâncias químicas, especialmente uma chamada “dopamina”, em seu cérebro (veja A Pornografia Altera o Cérebro). A dopamina faz você se sentir bem, mas os seus efeitos não são apenas temporários. Enquanto você está apreciando esse sentimento bom, ele também está construindo novos caminhos em seu cérebro que se conectam junto das diferentes partes da experiência que você teve para que assim você possa se lembrar de fazer isso de novo. É por isso que os tipos de comportamentos que possuem ligações com o nosso sentimento de prazer tendem a se tornar hábitos e criam raízes. Quando este processo de aprendizagem química acontece com comportamentos saudáveis ele nos ajuda a viver bem, mas quando isso acontece com comportamentos secretos e prejudiciais, tem o efeito oposto.

HhomemCatólico_Comportamento_EstoVirEntão, quando alguém está vendo pornografia, enquanto eles pensam que estão apenas sendo entretidos, seu cérebro está ocupado com o trabalho de construir caminhos entre tudo o que está acontecendo na tela e as sensações de excitação. Aqui é onde fica complicado: O tipo de pornografia que o usuário assiste pode – e geralmente o faz – mudar ao longo do tempo. Portanto, assim como seu cérebro continuamente conecta aquilo que se está vendo com o sentimento despertado, o que o desperta também pode ser mudado.

Há alguns anos, um pesquisador chamado Jim Faust fez um experimento com ratos. Como você provavelmente sabe, os ratos geralmente não gostam do cheiro de podridão. Mas Faust encontrou uma maneira de mudar esse instinto. Faust colocou ratos machos virgens em gaiolas com ratos fêmeas que foram pulverizadas com um líquido que cheirava a algo podre, como um rato. Como se verificou, a vontade de acasalar foi mais forte do que o instinto de evitar o cheiro, e os ratinhos se deram bem.

Uma vez que os ratos machos aprenderam a associar sexo com o cheiro de podridão, Faust colocou-os em gaiolas com buchas embebidas no mesmo cheiro. Consistentemente os ratos machos brincavam com as buchas fedorentas como se estas estivessem embebidas em algo que amavam.

Se você está se perguntando como ratos poderiam ser treinados para ir contra um instinto tão poderoso e natural, a resposta é a dopamina. Dado que a dopamina é liberada durante o sexo, os cérebros dos ratos conectaram o prazer causado pela liberação de dopamina com o cheiro podre.

Soa bastante grosseiro, certo? Bem, aqui está o problema – lembra-se que dissemos que todos os mamíferos têm o mesmo sistema de recompensa no cérebro? Aquelas preferências do rato foram religadas em seus cérebros com o mesmo processo que os cérebros de muitos usuários passam quando eles assistem a pornografia. Como via de regra, as imagens que seus cérebros conectam com a excitação sexual se tornam cada vez mais extremas.

Em uma pesquisa de 2012, com 1.500 indivíduos, 56% disseram que seus gostos em pornografia tornaram-se “cada vez mais extremos ou depravados.” Como os cérebros dos usuários de pornografia rapidamente se acostumam com a pornografia que já viram, eles têm que constantemente buscar formas mais extremas de pornografia para ficar excitados. Como resultado, assim como os ratos, muitos usuários de pornografia acabam se excitando por coisas que costumavam enojá-los ou que vão contra o que eles acham ser moralmente correto.

E uma vez que começam a assistir extremos e perigosos atos sexuais, estes tipos de usuários assimilam que esses comportamentos são mais normais e comuns do que realmente são. Um estudo descobriu que sexo com animais e sexo violento são tidos como coisas comuns por pessoas expostas a quantidades significativas de pornografia, duas vezes mais do que o que aqueles não expostos a pornografia pensam. E quando as pessoas acreditam que um comportamento é normal, elas são mais propensas a experimentar.

A pesquisa também descobriu que ver pornografia degradante torna o comportamento do usuário mais ofensivo e mais desequilibrado para com as mulheres, e faz com que o usuário sinta menos compaixão para com as vítimas de estupro. Usuários de pornografia também são mais propensos a expressar atitudes de apoio a violência contra as mulheres e consequentemente, inclinados a cometer esse tipo de violência na vida real.

Obviamente, nem todo mundo que vê pornografia vai se transformar em um estuprador; mas a realidade é que os estudos têm mostrado que mesmo o uso da pornografia ocasional tem o poder de começar a mudar ideias e atitudes, e alterações no comportamento muitas vezes não ficam muito atrás.

 

Fonte e Bibliografia: Fight The New Drug – Porn Affects Your Behavior

Traduzido por Adriano Dias



Sobre

Mineiro, filho de São José, que me acolheu em sua 'carpintaria' em Bagé/RS para ser instruído e guiado por seu servo, o Padre Cléber Eduardo.


'A Pornografia Afeta o Seu Comportamento' sem comentários

Seja o primeiro a comentar este post!

Gostaria de compartilhar seus pensamentos?

Seu endereço de email não será publicado.

"Um varão católico não pode esquecer esta ideia-mestra: imitar Jesus Cristo, em todos os ambientes, sem repelir ninguém."

Homem Catolico

Confortare et Esto Vir.