A pornografia é cheia de mentiras


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Nos anos 50, dois pesquisadores – doutor Nikolaas Tinbergen e doutor D. Magnus, pregaram uma peça em borboletas. Depois de constatarem qual marca nas asas das fêmeas mais chamava atenção de seus parceiros, eles criaram suas próprias borboletas de papelão e as pintaram de maneira que parecessem fêmeas irresistíveis. Suas asas eram mais excitantes do que qualquer outra encontrada na natureza.

Os machos ficaram apaixonados. Mesmo quando fêmeas reais estavam disponíveis, os machos ainda buscavam as versões artificiais. Eles não conseguiam o que queriam – uma parceira – mas eles foram trapaceados, então ignoravam as fêmeas reais e continuavam tentando seduzir as de mentira.

Isso não parece familiar?

Na pornografia, tudo desde a aparência das pessoas até a forma que eles fazem sexo é tão real quanto as borboletas de Tinbergen. E da mesma forma que os machos foram tapeados, usuários de pornografia ficam obcecados procurando algo que não é real de tal forma que eles perdem a oportunidade de um relacionamento verdadeiro.

Graças a times de cirurgiões plásticos e uma ajudinha do Photoshop, as mulheres na pornografia não oferecem nada perto de como a mulher na realidade se parece – ainda mais porque todos envelhecemos, mas as imagens eróticas permanecem as mesmas. Como resultado, pessoas que são expostas regularmente à pornografia estão mais sujeitas que as outras a não se sentirem bem com a própria aparência. E após verem mesmo vídeos mais leves, usuários se sentem piores a respeito da aparência de seus parceiros.

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E a ficção é mais do que pele. Na maioria dos vídeos, a única coisa que vale nas pessoas é seu corpo; não importa se são engraçados ou inteligentes, gentis ou interessantes. Tudo o que eles são se resume a ferramentas sexuais. Não é de se espantar que quando jovens assistem cenas de sexo com frequência, tanto meninos quanto meninas criam fortes impressões da mulher como sendo um objeto sexual.

Mesmo o sexo é totalmente mentiroso. Uma típica cena pornô de 45 minutos leva em média três dias de gravação, mas deixa em quem vê a impressão de que tudo o que ele assistiu aconteceu sem nenhuma pausa. Pornografia também faz parece que não importa o que o homem faça, a mulher com ele sempre está amando, mesmo que a maioria dos atos sexuais mostrados sejam degradantes ou violentos.

Pode ser tentador pensar que pornografia é apenas um tipo de experiência sexual, nem melhor ou pior do que outro tipo de experiência sexual. Afinal, pode ser muito semelhante. Mas nossos sentidos podem ser enganadores.

Vamos dizer, por exemplo, que você acabou uma corrida de 5 quilômetros em um dia quente. Você chega em casa e há dois copos de água na mesa da cozinha. Um é água comum, o outro, água salgada. Ambos parecem o mesmo. Ambos são água. Mas enquanto um copo irá te hidratar, o outro irá te deixar mais sedento que antes. E com o tempo, a água normal te manterá vivo enquanto água do mar irá te matar de sede mais rápido do que não ingerir líquido algum.

É a mesma coisa com relacionamentos e pornografia. Por que? Porque pornografia está cheia de ideias e crenças completamente opostas ao relacionamento, à sexualidade saudável e ao amor. Relacionamentos reais são feitos de honestidade, respeito, dignidade igual para ambos os lados e amor. Mas na pornografia, é o oposto: a interação é baseada em dominação, desrespeito, abuso, violência e descompromisso.

Mesmo a experiência do consumo de pornografia é oposta ao verdadeiro relacionamento romântico. Relacionamento é estar com alguém e se apaixonar verdadeiramente; há conexão emocional e confiança. Em relacionamentos verdadeiros você vê uma pessoa ali e a sente, você sente seu cheiro e escuta seus risos. Então o prazer físico do sexo está conectado ao compartilhara vida com alguém. Com a pornografia, no entanto, sexo é estar sozinho, assistindo outras pessoas fazendo coisas. É estar constantemente procurando por algo novo, constantemente sendo surpreendido.

Quanto mais a pessoa mergulha na experiência da pornografia e em suas ideias, mais difícil será para ela ter verdadeiras experiências de amor – ou mesmo verdadeiras relações sexuais.

Assim como as borboletas aprenderam, a pornografia não apenas confunde, mas pode mesmo nos impedir de conseguir um relacionamento verdadeiro. Namorar uma borboleta de papelão não é de fato um bom negócio.

Fonte: Fight The New Drug


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Esse Post é uma republicação.


'A pornografia é cheia de mentiras' possui 3 comentários

  1. 21 de outubro de 2016 @ 07:38 Giovano Canan

    MUITO BOM! Parabéns pelo trabalho, Deus abençoe você!

    Responder

  2. 20 de novembro de 2016 @ 09:30 Marcos Silva

    Verdadeiramente a pornografia nos tira o direito de amar verdadeiramente, em um relacionamento, e nos faz apenas objetos. Ótimo texto.

    Responder


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