A pornografia mata o amor


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Na vida real, amor real requer pessoas reais. Pesquisas indicam que após homens consumirem pornografia, eles se consideram menos apaixonados por suas parceiras do que homens que nunca experimentaram pornografia. Além disso, outro estudo aponta que após serem expostas à imagens pornográficas, pessoas se tornam mais críticas à aparência, desempenho sexual e demonstrações de afeto de seus parceiros.

Os fabricantes de pornografia fingem vender o Amor 2.0. “É como o amor, só que mais fácil”, eles dizem.

Veja, na vida real, amor requer pessoas reais. E uma pessoa real tem pensamentos, ideias e personalidade. Talvez ela seja extremamente divertida e brincalhona; talvez seja uma boa ouvinte e sempre tire um tempo para ouvir sobre seus sentimentos; ou talvez seja ótima no karaokê e estar com ela te dê coragem para subir no palco também. Cada pessoa é uma combinação única, e é por essa mistura única que nos apaixonamos.

É claro, a indústria pornográfica não pode oferecer nada disso, então eles enfatizam o fato de que as pessoas reais necessárias para o amor real trazem muita complicação. Na vida real, há a chance de seu parceiro estar tendo um mal dia. Talvez esteja cansado ou sob pressão, então não terá tempo para fazer exatamente o que você quer. E pessoas também têm suas próprias necessidades que devem ser consideradas.

Na pornografia, tudo isso fica fora da edição: defeitos físicos podem ser removidos no photoshop; não importa o que tenha acontecido com eles, as pessoas na tela sempre aparentam estar curtindo; e ninguém parece ter necessidades próprias, opiniões ou sentimentos a serem levados em conta. Além de tudo, se alguém falhar em imediatamente nos satisfazer, sempre há outra pessoa a um clique.

Não parece muito com a vida real e o amor de verdade, certo? Esse é o ponto: a pornografia não é só uma fantasia, mas também torna mais difícil aos usuários terem relacionamentos verdadeiros.kills love menor

O motivo? Exatamente como outras indústrias multibilionárias, a indústria pornô cria expectativas e necessidades completamente surreais em seus clientes, para que eles sempre voltem querendo mais. O amor não tem mais semelhanças com a pornografia do que o fumante comum de Malboro tem com um cowboy. Mas isso funciona bem para os magnatas da pornografia pois quanto mais vídeos o usuário vê, mais os relacionamentos reais se tornam desinteressantes, o que dá mais motivo para ele voltar a pornografia. E quanto mais ele assiste, mais ele é doutrinado para a versão pornô de como os relacionamentos deveriam ser.

Como a pornografia retrata as mulheres como nada mais que objetos sexuais que devem ser dominadas, não é surpresa que seus usuários muitas vezes comecem a ver as mulheres reais dessa forma. Em um estudo sobre os efeitos da pornografia, pesquisadores dividiram os participantes em três grupos: um foi exposto a grandes quantidades de pornografia, um segundo a média quantidade e o terceiro a pouca quantidade, e então foram submetidos a um questionário sobre o que eles pensavam sobre mulheres. Os resultados mostraram que quanto mais o homem havia sido exposto a pornografia, mas ele parecia ver a mulher como um ser subserviente. Como a maioria das mulheres em nossa cultura espera um amor baseado em respeito mútuo, ver as mulheres como subservientes não é exatamente um bom começo para um amor duradouro.

Para os sortudos que encontraram a pessoa certa, usar pornografia pode lançar tudo ladeira abaixo.

Pesquisas indicam que após homens consumirem pornografia, eles se classificam como “menos apaixonados” do que homens que nunca viram pornografia. Além disso outro estudo indica que homens após verem imagens pornográficas se tornam mais críticos a aparência, performance sexual e demonstrações de afeto de suas parceiras.

Com o tempo, aqueles que usam pornografia regularmente podem mesmo perder o interesse em uma vida a dois. Frequentemente a pornografia está associada a um ceticismo em relação ao amor em geral, menor confiança em parceiros românticos e com a ideia do casamento como uma prisão.

A pornografia também não ajuda a vida das mulheres dos usuários. Como muito da pornografia é sobre o que o homem deseja ignorando o que é bom para a mulher ou para o relacionamento, esposas e namoradas no fim se sentem desvalorizadas pelos seus parceiros. Muitas se tornam depressivas, ansiosas e se sentem incapazes de corresponder às expectativas dos parceiros.

Claro que a indústria pornográfica nunca vai mencionar nada disso. Parte da fantasia pornográfica é que a pessoa pode viver em ambos os mundos – que é possível criar um relacionamento amoroso real, mas também pode-se ter milhares de outras parceiras sexuais desde que elas fiquem atrás da tela do computador. Na realidade, o consumo de pornografia pode trazer sérios danos a habilidade de oferecer um amor real, altruísta e pleno de significado – o que significa que no fim a pessoa é deixada sem muito mais do que aquilo oferecido pela tela do computador.

Fonte: Fight The New Drug



Sobre

Carioca, 24 anos, social media, redator e aspirante a congregado mariano. Em tudo: "Ite ad Ioseph"


'A pornografia mata o amor' possui 3 comentários

  1. 19 de agosto de 2016 @ 18:01 Renato

    Que belo texto, me converti mais um pouco e mais uma vez hoje, vou compartilhar com todos os meus amigos. A pornografia é viciante e traz muitos males. Acabei de notar algumas atitudes minhas com namoradas nas quais não quero cometer mais.
    Obrigado por existirem.

    Responder

  2. 25 de agosto de 2016 @ 09:12 Mari

    Olá! Excelentes os artigos sobre Pornografia. Parabéns pela iniciativa! Gostaria de saber quando estarão disponíveis os demais pois pretendo usá-los em um programa de catequese para adultos em minha paróquia.

    Responder

  3. 12 de setembro de 2016 @ 18:48 Junior

    Ótimo post, parabéns.

    Responder


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