Um Problema Chamado Estado Islâmico


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Os seguidores do EI deslocaram inúmeros refugiados e deixaram um rastro de destruição. Como eles podem ser interrompidos se o Ocidente perdeu a vontade de lutar?

Os seguidores do EI deslocaram inúmeros refugiados e deixaram um rastro de destruição. Como eles podem ser interrompidos se o Ocidente perdeu a vontade de lutar?

O falecido senador americano Eugene McCarthy certa vez disse que somente dois tipos de religiões são permitidos nos Estados Unidos da América: Fortes crenças vagamente expressadas ou vagas crenças fortemente expressadas. De maneira similar, podemos dizer que a mesma fórmula se aplica a crenças políticas.
Manter tudo vago é a base do consenso geral que supostamente permite que todos se deem bem, apelando a um setor mais vasto da sociedade americana que quer, espertamente, afastar polêmicas teológicas e políticas, e pragmaticamente seguir rumo à perseguição da felicidade e da prosperidade da nação. Tal atitude facilita a vontade de trabalhar com qualquer um que possa fechar um negócio.

Com tal linha de pensamento, não é nenhuma surpresa que muitos americanos estejam experimentando dificuldade em entender a ameaça do EI, seguiram por tanto tempo a política de boa vizinhança que agora acham inconcebível que alguém possa deliberadamente quebrar todas as regras e não buscar se dar bem com os outros. É verdade que tais americanos estão preparados para demonstrar flexibilidade ao considerar todo tipo de alternativa bizarra, desde que sejam vagamente expressadas, mas eles ficam mistificados quando fortes crenças são fortemente expressadas.

Como resultado, a maioria das pessoas não tem uma explicação para o EI. Eles simplesmente atribuem o problema ao “extremismo” que resulta de um comportamento irracional. O extremismo ocorre quando jovens pessoas confusas passam por um misterioso processo de radicalização que lhes transforma em terroristas. A solução ofertada para erradicar o extremismo (utilizando-se de meios extremos, se necessário) e oferecer apoio a qualquer forma de alternativa moderada (mesmo ao ponto de usar meios imoderados).

Há dois problemas em lidar com a ameaça do extremismo desta maneira.

O primeiro é que ele falha em conhecer profundamente as razões pelas quais extremistas acreditam no que acreditam. Não se considera no que se crê, mas como se crê. O problema aqui é a intensidade do credo, não a mensagem radical.

O problema em se posicionar dessa maneira é que seus defensores tendem a presumir que qualquer crença fortemente mantida é irracional e precisa ser erradicada. Portanto, por exemplo, eles irão anexar a pecha de extremista do EI aos cristãos e a quaisquer outros que acreditam fortemente em algo. Esta maneira faz com que qualquer reação proporcional seja difícil, já que é duro lutar se não se acredita em nada.

O segundo problema é que os defensores dessa posição vão ao extremo, acreditando que a única maneira de lutar contra fortes credos fortemente expressados é professar vagos credos expressados vagamente. Portanto, eles farão qualquer coisa para voltar à abençoada ambiguidade na qual encontram segurança. Eles irão, por exemplo, insistir que o EI não é realmente islâmico ou que praticar mais diálogo inter-religioso é necessário. Em qualquer conflito, eles irão procurar freneticamente por moderados para apoiar seu pensamento desejoso de que irão prevalecer contra radicais e tudo isso simplesmente desaparecerá.

CHICOTE

O mundo de hoje está desesperado para obter exemplos de fortes reafirmações de princípios cristãos, assim como o próprio Nosso Senhor nos mostrou na condução dos agiotas do templo.

Mas, lamentavelmente, neste novo mundo de extremistas que decapitam jornalistas, as regras mudaram. As políticas vagas são uma estratégia perdedora que leva a concessões, ingenuidade e derrota. Não há como se dar bem com aqueles que não querem se dar bem com ninguém, não importa o quanto alguém tente e deseje que aconteça.

O extremismo existe porque o atual mundo pós-moderno falha em fornecer um sentido para a vida. Jovens pessoas desejam algo pelo qual viver, e assim procuram por fortes ideais fortemente expressados. O Islamismo radical lhes fornece não somente os fortes ideais, mas também os ideais errados para preencher o vazio. Seus militantes, bem versados no uso de computadores e internet, expressam esses ideais não somente fortemente, mas selvagemente pela quebra de regras civilizadas que ainda governam o mundo e usam a própria tecnologia do progresso para transmitir sua barbárie através do odiado mundo ocidental.

O que falta são os credos corretos expressados fortemente e pelos quais vale a pena lutar. E o Ocidente tem essas ideias certas que agora, mais do que nunca, devem ser expressadas racionalmente, fortemente e fora da defensiva. Tais ideias incluem a supremacia das leis, um código moral baseado na lei natural, um governo representativo, caridade cristã e uma paixão por justiça – Todos frutos da civilização cristã.

Acorde!Chegou a hora de trabalharmos como Cristãos. Assumam vossa Responsabilidade, e, Acordem!Esto Vir!

Publicado por O Homem Católico em Quarta, 2 de dezembro de 2015

*Texto retirado da revista americana “Crusade” edição Maio/Junho 2015,
por John Horvat II.



Sobre

Seminarista na Arquidiocese de Diamantina - MG 27 anos.


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