A pornografia acaba com sua vida sexual


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Pornografia promete um mundo virtual cheio de sexo – mais sexo, sexo melhor. O que ela não diz, entretanto, é que quanto mais o usuário vai fundo nesse mundo de fantasia, maiores chances de sua realidade se tornar o oposto. Pornografia frequentemente leva a menos sexo e prazer sexual. E para muitos usuários, pornografia costuma significar o fim da vida sexual.

Não precisa de muita pornografia para as coisas começarem a ir ladeira abaixo. Em um dos mais conhecidos estudos sobre o consumo de pornografia, pesquisadores descobriram que após terem sido expostos a material pornográfico leve, tanto homens quanto mulheres foram significativamente menos satisfeitos com a aparência de seus parceiros e indiferentes com a vida sexual. Mesmo uma única exposição a pornografia pode fazer a pessoal sentir-se menos apaixonada pelo seu cônjuge.

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Por quê? Porque quando uma pessoa está assistindo pornografia, os mapas sexuais do cérebro estão sendo redesenhados. Quando uma pessoa tem uma experiência sexual positiva, seu cérebro cria um mapa para que ela volte lá (veja o artigo). E como nosso cérebro gosta de novidade, mapas cerebrais que levam a algo novo e excitante são recompensados com uma dose extra de químicas cerebrais que nos fazem sentirmos bem e fortalecem esses caminhos.

Eis o ponto: nossos mapas cerebrais funcionam na base do use-o ou perca-o. Assim como uma trilha vai sendo coberta por capim se ninguém anda por lá, nossos caminhos cerebrais que não recebem tráfego começam a enfraquecer. Então quando uma pessoa começa a procurar pornografia, ela primeiro cria e depois fortalece os caminhos cerebrais que se excitam com o consumo pornográfico. Enquanto isso os caminhos neurais relacionados ao toque, afago, e demais sentidos que envolvem uma relação sexual verdadeira não são utilizados. Logo as formas normais de se excitar não são o bastante e muitos usuários de pornografia percebem que nada além do pornô consegue excitá-los.

Para os adolescents a coisa é ainda pior. Muitos não tiveram a chance de aprender o que um relacionamento saudável é antes da pornografia contar sua versão da história – que normalmente está cheia de violência, dominação, infidelidade e abuso. Como normalmente as pessoas não querem um relacionamento abusivo, adolescentes que iniciaram sua vida sexual pela pornografia normalmente percebem mais tarde que nada os excita além de imagens em uma dela. Como o biólogo Gary Wilson disse: “consumir pornografia é mais do que treinar para o esporte errado. É remover a habilidade de jogar o esporte que você realmente quer aprender”.

Pensamentos e sentimentos não são as únicas coisas que mudam. Para um número astronômico de homens usuários de pornografia, se torna claro como água que há um problema quando percebem que não são capazes de ter relações sexuais.

Trinta anos atrás, quando um homem desenvolvia disfunção erétil, quase sempre era porque eles estava ficando velho, normalmente após os 40, e seus vasos sanguíneos estavam ficando bloqueados, tornando difícil a ereção. Disfunção erétil em menores de 35 era algo que quase não se falava.

Mas esses foram os tempos antes da pornografia online. Hoje, grupos online estão cheios de consumidores de pornografia adolescentes e com 20 e poucos anos reclamando da disfunção erétil. Mas para esse tipo de disfunção o problema não está no pênis – está no cérebro.

Ereções são alimentadas por química no sistema de recompense cerebral (veja o artigo), que são liberadas quando um rapaz vê, ouve, cheira ou sente algo que o excita. O problema para os usuários de pornografia é que eles sabotaram o seu sistema de recompensas vendo pornografia que liberou muitas dessas substâncias químicas. O resultados é que o cérebro responde cortando o prazer que essa química produz e para de responder tão bem ao que é liberado. É como quando você está perto de um alarme que dispara. É tão barulhento que você tapa as orelhas. É o que o cérebro do usuário de pornografia está fazendo. Quando os níveis de substância química são altos, o cérebro bloqueia algo dessa química liberada.

Resumindo, os usuários de pornografia adestraram seus cérebros para se excitarem quando sentam sozinhos num quarto procurando imagens virtuais, ao invés de associar o prazer a uma pessoa real.

Devido a sua baixa resposta sexual e alteração nos caminhos cerebrais, muitos usuários de pornografia descobrem que eles simplesmente não se excitam o suficiente para manter uma ereção sem pornografia, e para muitos deles, com o passar do tempo, a pornografia já não é mais o bastante.

Fonte: Fight The New Drug



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Esse Post é uma republicação.


'A pornografia acaba com sua vida sexual' possui 2 comentários

  1. 10 de março de 2017 @ 11:41 Sérgio

    Muito bom Tema e Assunto.
    Porém, o que se fazer para deixar o vício, quando é viciado em pornografia e masturbação?

    Responder

    • 14 de maio de 2017 @ 10:14 Daniel

      Caro Sérgio

      Retiros são muito bons para isso. Mas você pode incorporar as vantagens de um retiro no seu cotidiano, tornando o ambiente menos propício à auto-sabotagem. Fique menos tempo na internet e procure evitar lugares onde mulheres estejam expondo seus corpos (ex: praia e academia em horário de pico). Se academia for algo importante para você, procure os horários mais vazios. Procure estar sempre acompanhado, ocupe seu tempo com a convivência com outras pessoas.

      Mas não se culpe caso venha a ter recaídas. Mais importante que se abster de se masturbar de uma maneira forçada, é saber o que você está fazendo e tornar a abstinência uma escolha legítima. Você tem que saber que escolheu a opção que proporcionaria mais felicidade.

      Abraço.

      Responder


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