Pornografia, do relativismo à inércia….


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Ao analisarmos a visão e o posicionamento das pessoas sobre a pornografia no decorrer dos últimos anos, podemos chegar a uma conclusão óbvia e clarividente de que o grande alcance obtido por este mal, somado à desmoralização da sociedade e a inércia daqueles que deveriam lutar contra esta lepra caminharam lado a lado e em passos largos.

Contrastando com períodos recentes, observa-se que até a década de 90 acessava-se a pornografia através das revistas e das fitas cassete, as quais sem dúvida alguma o acesso era mais fatigante: o rapaz corria o risco do dono da banca ou da locadora conhecer o pai ou a mãe e muita das vezes precisava de um ‘adulto’ para comprar o produto por ele, além disso, deveria manter os mesmos escondidos em locais inimagináveis. Atualmente, a pornografia está escancarada na nossa cara. Os vídeos compartilhados no “WhatsApp” são acessados em qualquer local, os sites pornográficos repletos de vídeos de todo o tipo de depravação sexual pulam aos nossos olhos em uma simples busca no google, sem contar todo o apelo erótico promulgado pela mídia.

Você pode estar pensando “ah, não é bem assim”. OK! Seguem então alguns dados estatísticos.

  • 12% dos sites na Web são pornográficos;
  • 35% de todos os downloads na internet são pornográficos;
  • 70% dos homens entre 18 e 24 anos assistem a pornografia frequentemente;
  • Mais informações, aqui.

COMO CHEGAMOS A ESSE PONTO?

Somada a esse alcance obtido por esse mal está a desmoralização que assola a mente das pessoas. A degradação dos valores da ética judaico-cristã em prol do relativismo moral absoluto dissipou de vez todo e qualquer resquício de princípios e honradez. A distorção está aí na rua: No Brasil, homens e mulheres se comportam como animais no cio, as crianças erotizadas e reféns de ideologias imundas para serem liberadas à sexualidade precoce. O Estado forma massas idiotas, privando-as de pensar, quer por falta de cultura, quer por migalhas de bolsas e cotas. Os professores esquecendo-se de transmitir conhecimento e dizendo-se formadores de cidadãos, na verdade apenas semeiam ideologias nefastas na mente dos alunos.

A respeito disso, o Papa Emérito Bento XVI nos alertou:

“Está-se a constituir uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida somente o próprio “eu” e os seus desejos” (J. Ratzinger, Homilia na Missa “pro eligendo Romano Pontifice”, 18 de Abril de 2005).

A cada dia que se passa somos submetidos a uma ditadura do relativismo. Chegar-se-á a um ponto em que teremos que explicar até mesmo as coisas mais óbvias. Basta uma olhada em alguns projetos de lei que tramitam pela Câmara para chegar a essa conclusão.

E QUEM DEVERIA SE OPOR?

Diante de todo esse ataque, onde estavam aqueles que deveriam se opor veementemente a essas coisas?

“Digo-vos: se estes se calarem, clamarão as pedras.” Lc 19, 40

Onde estavam os pastores e pais de família para alertar o povo e apontar o lobo que os cercavam? Não quero entrar em detalhes, mas a anestesia sentimentalista que muitos cristãos recebem sentados no banco da Igreja aos domingos e o compromisso do clero com ideologias relativistas acabaram conduzindo o povo a uma ideia deturpada do pecado, afastando-os do reto ensinamento da Igreja de Cristo. Ao invés de não se conformarem com o mundo, não se conformam com a Igreja.

Devemos correr atrás do tempo perdido, caros confrades. É hora de nos manifestarmos diante da decadência moral e espiritual a que estamos assistindo. Como? Cada qual em seu lugar, no estado de vida que Deus nos chamou. Devemos defender a nossa fé católica testemunhando o evangelho com a nossa própria vida e mostrando às pessoas ao redor que está presente entre elas um homem de Deus.

“O verdadeiro soldado luta não porque ele odeia o que está a sua frente, mas porque ele ama o que está atrás.” G.K. Chesterton

Lutamos pois amamos nossa fé, amamos nossa Igreja, amamos nossa família. Lutamos pela nossa salvação.

Salve Maria!


Sobre

Mineiro, filho de São José, que me acolheu em sua 'carpintaria' em Bagé/RS para ser instruído e guiado por seu servo, o Padre Cléber Eduardo.


'Pornografia, do relativismo à inércia….' possui 2 comentários

  1. 27 de fevereiro de 2015 @ 10:17 Angelo

    Concordo plenamente; estamos vivendo um completo relativismo. Precisamos nos atentar e nos importar mais com nossas famílias que estão sendo destruídas e totalmente desestruturadas. Sagrada Família de Nazaré, nossa família Vossa é.

    Responder

  2. 6 de abril de 2015 @ 20:06 Robério

    Muito bom o texto, simples e com ótimas fundamentações. De fato a ditadura do relativismo em relação à pornografia e à sexualidade é uma das grandes marcas de nosso tempo.

    Responder


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"Um varão católico não pode esquecer esta ideia-mestra: imitar Jesus Cristo, em todos os ambientes, sem repelir ninguém."

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