Pornografia Vicia


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“A indústria pornográfica promete prazer saudável e alívio da tensão sexual, mas o que ela na maioria das vezes transmite, é um vício e uma eventual diminuição do prazer.”

_Norman Doidge, MD, The Brain That Changes Itself

Não faz muito tempo que médicos e pesquisadores acreditavam que para algo ser considerado como fator desencadeador de uma dependência, ela deveria envolver uma substância externa que se injeta fisicamente no corpo, como o cigarro, o álcool ou as drogas.

Contudo, bastou uma espiadinha no nosso cérebro e todo o nosso entendimento sobre como funcionam os vícios mudou. Veio à tona que, cigarros, álcool e drogas têm mais em comum do que você poderia imaginar. Certo que, do externamente, muitas substâncias são tomadas através de um copo e outras são acesas em chamas e depois tragadas. Mas uma vez que as substâncias estão dentro do nosso corpo, elas causam a mesma coisa ao cérebro: o inunda com uma química chamada dopamina. Isso é o que torna as pessoas viciadas. E a pornografia causa exatamente a mesmíssima coisa.

O seu cérebro vem ‘equipado’ com algo chamado sistema de recompensa. A função desse sistema é motivá-lo a fazer as coisas que mantêm você e seu DNA ‘vivos’ – coisas como comer e fazer sexo para reproduzir-se. A forma como esse sistema te recompensa é através da liberação de dopamina no seu cérebro, uma vez que esta faz você sentir-se bem.

No entanto, o fato de seu cérebro ter-se adaptado a motivá-lo a fazer algo, não significa que isso seja bom para você. Por exemplo: o seu cérebro produz muito mais dopamina quando você come um bolo de chocolate que quando você come um pão de trigo integral. Por quê? Porque há 3.000 anos, comidas hipercalóricas eram muito difíceis de conseguir, então, quando nossos ancestrais as conseguiam, era importante que eles as comessem em grande quantidade enquanto se tinha boa comida. Atualmente, um pacote de bolacha recheada está tão longe quanto ao armazém da esquina. Se comemos um pacote inteiro em toda chance que temos de fazê-lo, provavelmente teríamos doenças do coração, sobrepeso, e desenvolvimento de outros problemas de saúde.

Pornografia é basicamente uma junk food sexual. Ao assistir pornografia, o cérebro da pessoa funciona como se ela estivesse tendo a oportunidade de um potencial encontro, e assim o bombardeia com dopamina. E diferentemente das relações sexuais saudáveis conquistadas ao longo do tempo com uma pessoa real, a pornografia oferece uma enxurrada interminável de imagens super sensuais que inundam o cérebro com elevadíssimos níveis de dopamina a cada vez que o usuário clica numa nova imagem.

Pode parecer uma boa ideia fazer com que seu cérebro receba uma sobrecarga de químicas que causam prazer, mas assim como a junk food, aquilo que parece ser algo bom, na verdade é justamente o contrário. Uma vez que a pornografia inunda o cérebro com altos níveis de substâncias químicas, este começa a se defender contra esse comportamento em excesso. Com o tempo, o cérebro reduzirá os receptores da dopamina – minúsculas ‘docas’ que captam a dopamina liberada no cérebro. Como resultado, a pornografia que uma vez excitou uma pessoa deixa de ter o mesmo efeito, e a pessoa então tem que procurar mais pornografia, mais frequentemente, ou encontrar uma versão mais hardcore – ou até mesmo as três opções – para conseguir excitar-se.

HomemCatólico_EstoVir_CorrentePor conseguinte, uma vez que o cérebro se acostuma com a sobrecarga de dopamina, a pessoa cada vez mais descobre que ela não se sente normal sem a dopamina. Pequenas coisas que previamente a fazia feliz, coisas como ver um amigo ou praticar um esporte que gosta, não conseguem competir com o dilúvio de dopamina proveniente da pornografia. Então, elas se sentem depressivas ou ansiosas até que possa atingir novamente esse alto nível de dopamina.

Além disso, a dopamina não realiza todo esse trabalho sozinha. Quando o cérebro recebe uma dose de dopamina, um rastro é construído nele através de uma proteína chamada “iFosB” (delta fosb).

Essencialmente, o trabalho da proteína iFosB é te ajudar a relembrar a fazer coisas que te fazem bem ou que são importantes para você. Enquanto a dopamina motiva o seu cérebro a fazer as coisas e te recompensa por tê-las feito, iFosB está silenciosamente formando uma trilha em seu cérebro, criando um rastro para facilitar o seu retorno à esse caminho. Se uma pequena dose das mais variadas drogas ativa a proteína iFosB a construir caminhos nos neurônios cerebrais, com certeza, a imensa quantidade de dopamina liberada pelo consumo de pornografia também o fará.

Quanto mais pornografia a pessoa assiste mais se acumula iFosB, basicamente, se sobrepondo às vias cerebrais comumente usadas, tornando mais fácil ao usuário retornar àquele comportamento, quer ele queira quer não. Adicionalmente, é possível que o acúmulo de iFosB chegue a tal ponto que ocorra uma “interrupção genética”, causando danos irreversíveis no cérebro que deixam o usuário mais suscetível ao vício.

E aos jovens os riscos são ainda maiores, uma vez que o sistema de recompensa em um cérebro “jovem” tem uma resposta duas vezes mais potente que em um cérebro adulto, ou seja, libera dopamina em níveis mais elevados. O cérebro dos jovens também produz mais iFosB, o que os torna ainda mais vulneráveis ao vício.

Fonte e Bibliografia: Fight The New Drug – Porn is addictive



Sobre

Mineiro, filho de São José, que me acolheu em sua 'carpintaria' em Bagé/RS para ser instruído e guiado por seu servo, o Padre Cléber Eduardo.


'Pornografia Vicia' possui 3 comentários

  1. 9 de outubro de 2015 @ 14:43 directory

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  2. 3 de janeiro de 2016 @ 14:43 Pedro

    Muito informativo, parabéns!

    Pax Domini

    Responder

  3. 16 de agosto de 2016 @ 10:54 Giovano Canan

    Simplesmente muito bom! O melhor é que, não algo jogado ao vento, é explicado com embasamento científico.

    Deus abençoe!

    Responder


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