Sem Entusiasmo


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Por São Gaspar Bertoni:

Quem descuida a própria conduta caminha para a morte (Pr 19,16).

Negligência

 

Escrever as mesmas coisas não é pesado para mim e é útil para vocês (Fl 3,1). “Maldito quem cumpre a obra de Deus com indolência”(Jr 48,10), isto é, com negligência, assim exclama o profeta Jeremias. A negligência consiste em terminar logo o que foi iniciado, de qualquer modo, sem a preocupação se foi bem ou mal, contanto que termine o peso da tarefa.

Caem nesse vício todos aqueles que não suportam a fadiga, e quando lhes é solicitado um compromisso, o executam de qualquer modo; não gostam de ouvir a Palavra de Deus; confessam de forma estereotipada, sem contrição e sem um diligente exame de consciência; realizam tudo com enfado e, para se eximir de esforço, pouco fazem pela própria salvação e pela dos outros, e menos ainda para o serviço e a glória de Deus, a quem demonstram pouca reverência.

Deus os exorta e os chama, mas eles desprezam as inspirações. Como se lê sobre os convidados ao banquete de casamento do filho do Rei: Jesus fala-lhes em parábola:

O reino dos céus é semelhante a um rei, que preparou um banquete de casamento para seu filho. Ele mandou seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. De novo mandou outros empregados, dizendo: eis que já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos e tudo está pronto; venham, pois, para a festa. Mas os convidados não deram a menor atenção; uns foram para seu campo, outros foram para os próprios negócios e outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos e puseram fogo na cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos; vão até as encruzilhadas dos caminhos e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons e a sala da festa ficou cheia de convidados (Mt 22, 1-10).

Diz, pois, o Evangelho: “Ele mandou seus empregados chamar os convidados para a festa de casamento, mas estes não quiseram vir”.

Orígenes comenta: “Primeiramente foram chamados os melhores, aqueles capazes; infelizmente eles não quiseram vir por causa de dificuldades”.

De novo mandou outros empregados dizendo:
eis que já preparei o banquete;
os bois e os animais gordos já foram abatidos
e tudo está pronto;
venham para as núpcias.
Mas eles não deram a menor atenção.

Segundo Santo Hilário, os bois gordos são a imagem gloriosa dos mártires. Os animais engordados são os homens espirituais. São Gregório Magno, comentando esse texto, apresenta alguns exemplos.1

Por que estes convidados não deram atenção? Por que preferiram ir para seu próprio campo, para o comércio ou viver no prazer do descanso ou nas riquezas? Foram embora para se preocupar com as próprias coisas; nestas encontraram mais satisfações que nas propostas pelo rei. Ainda que pareçam motivações plausíveis, disto aprendemos que mesmo que sejam necessárias as coisas de que nos ocupamos, a todas devemos antepor as espirituais. Porém me parece que os convidados, com estes pretextos, estavam encobrindo a própria negligência.

 

O Juízo de Deus

 

Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos e puseram fogo na cidade deles. Em seguida o rei disse aos empregados: a festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos; vão até as encruzilhadas dos caminhos e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem.

Diz o Senhor: “Eu venho logo! Segure firme o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa” (Ap 3,11). Padre Segneri faz uma profunda reflexão: “Aqueles que se comportam como os primeiros convidados demonstram não ter o temor de Deus”. Ao invés, “quem teme o Senhor, de nada descuida” (Eclo 7,18), isto é, não deixa de lado nada daquilo que é bem, como se fosse algo supérfluo; e não despreza aquilo que é mal, como se fosse uma bagatela, uma coisa sem importância.

Não está escrito “deixa pra lá” quase por indolência a fragilidade, mas não se importa com o que quer dizer: deixa a vida correr por negligência. O negligente, portanto, não só deixa a coisa correr, isto é, omite-se em relação ao bem maior, como também deixa de lado por negligência aquilo que deve fazer.

“Quem descuida da própria conduta morrerá” (Pr 19,16), porque a negligência nem sempre é mortal, contudo prepara para a morte, por causa da carência de espírito e de base.

Não diz: Quem teme o Senhor não pratica nada de mal, porque todos nós falhamos em muitas coisas, mas de nada nos descuidamos. Isto porque quem teme a Deus sabe que o mal – em si e em seus efeitos – não é algo desprezível, ao contrário cumpre com maior diligência tudo o que agrada a Deus. Se de fato os homens cumprem o próprio trabalho com diligência, para não perder a estima de algum soberano desse mundo, com quanta maior diligência farão cada coisa os que temem perder a graça do Rei celeste!

Quem teme o Senhor de nada descuida em si mesmo e nos próprios irmãos, mas os corrige ou adverte o superior, a fim de que ele intervenha prontamente e com discrição, não para irritar alguém, mas para corrigi-lo.

 

Inconstância

 

A inconstância consiste em jamais levar a termo o bem começado. Cada um de nós deve fugir desse vício, mais que da morte. A morte de fato priva o homem da vida presente, mas para os justos, enfim, a morte é também o fim de todas as tribulações: “Ainda que morra prematuramente, o justo encontrará repouso” (Sb 4,7).

A inconstância, ao invés, priva o homem do prêmio da vida eterna, porque somente àqueles que perseveram até a morte na prática do bem é prometida a eterna salvação. “Quem perseverar até o fim, será salvo” (Mt 10,22), isto é, quem perseverar com paciência.

No texto original grego se diz: “Quem tiver suportado perseguições e adversidades”; “até o fim”, até o fim da perseguição e da vida; “aquele” somente quem perseverar até o fim; “será salvo”, receberá a salvação, a felicidade e a glória eterna, quase como prêmio e coroa pela perseverança; “até o fim da vida”. Não é suficiente resistir e ter vencido uma, duas ou três vezes; para conseguir a coroa é necessário resistir e vencer até o fim: “Seja fiel até a morte e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2,10).

É preciso, pois, perseverar até a morte, de modo a não fraquejar justamente nesse momento. Se uma pessoa se dedicasse a fazer o bem todo o tempo e perto do fim da vida deixasse de fazê-lo o bem ou de continuar praticando boas obras, ainda que por uma hora só, não lhe adiantariam para a vida eterna todas as boas obras do passado. De fato seremos julgados, conforme formos encontrados no último instante. Nenhuma obra é agradável a Deus, se não for sustentada até que seja concluída.2 São Bernardo comenta:

Sem a perseverança, quem combate não alcançará a vitória, nem quem vence obterá o prêmio. A perseverança cumpre ações, que merecem um prêmio e o favorecem; é irmã da paciência, filha da constância, amiga da paz, fomento de amizades, vínculo de concórdia, defesa da santidade. Se não houver a perseverança, verá que a obediência não recebe recompensa, a ação caritativa fica sem a justa paga, a fortaleza sem a glória. Somente ela é recompensada com a eternidade, ou melhor, recompensa o ser humano com a eternidade, como diz o Senhor: ‘Quem perseverar até o fim será salvo’ (Mt 10,22).

 

O Exemplo de Cristo

 

Por isso Cristo, nosso Mestre, desprezando a honra que lhe fora ofertada, aceitou todo o tipo de desprezo, como diz a Carta aos Hebreus.

Deixemos de lado tudo o que nos atrapalha
(o que nos impede de caminhar e correr)
e o pecado que nos envolve
(os maus desejos e os pecados)
corramos com perseverança na corrida, mantendo os olhos fixos
(para nos armar de coragem)
em Jesus, autor e consumador da fé
(porque nos faz ver as coisas ensinadas para crer, ensinando e dando a fé).
Em troca da alegria, que lhe era proposta,
ele se submeteu à cruz, desprezando a vergonha
ele se assentou à direita do trono de Deus.
(No lugar da alegria ou ausência da dor, escolheu ser desprezado, como diz a versão no grego; ou ‘não foi impedido pela ignomínia de conseguir a glória prometida pelo Pai’).
Pensem atentamente naquele que suportou contra si tão grande hostilidade por parte dos pecadores, para que não se cansem e não percam o ânimo (Hb 12, 1-3).

Jesus não quis descer da cruz, preferiu antes morrer nela que impedir a obra iniciada de nossa redenção (Mt 27,42 ss), para nos demonstrar quanto detesta o vício da falta de constância, ruína de todas as boas obras.

 

Indolência

 

A indolência consiste em agir com lentidão e em regredir, passando do bem ao mal e do mal ao pior. O indolente começa as boas obras com fervor e depois, pouco a pouco, esmorece e perde tudo. Esse vício torna a pessoa vazia e serva de outros.

 

Torna uma pessoa vazia

“A mão preguiçosa empobrece, o braço trabalhador enriquece” (Pr 10, 4). “O braço trabalhador”, em hebraico, se diz “o braço dos diligentes”, os quais cuidam com atenção até das mínimas coisas e não perdem nenhuma ocasião de se ocupar de algo.

Alguns traduzem assim do hebraico: “Empobrece quem age com mão enganosa, com mão trapaceira”, é um modo de dizer que quem é preguiçoso em seu dever, procura com artifício se apossar das coisas alheias; nesse sentido na Vulgata se diz: “Quem se apóia sobre mentiras, alimenta os ventos. Nutre-se de vento e acompanha os pássaros no vôo”, isto é, das ilusões.

“Nutre-se de vento”, porque não consegue atingir o que deseja baseando-se em um fundamento inseguro e falso. As mentiras nada têm de sólido, mudam continuamente a fisionomia e quando são descobertas nenhuma vantagem trazem a quem as arquitetou, ao contrário lhes causam grande dano.

“E acompanha os pássaros no vôo”, isto é, se cansam em vão.“A mão dos diligentes enriquece”, os que com empenho e constância se ocupam das próprias coisas e se mantêm distante daquelas dos outros.

“A mão preguiçosa gera pobreza”. Quem não se esforça é também um indigente. O preguiçoso se torna pobre – afirma Santo Ambrósio – quer tenha nascido pobre quer tenha nascido rico: em todo caso brevemente cai na penúria e na miséria. Os prêmios são dados a quem é incansável, a quem não é ocioso, a quem não dorme. O pagamento se dá a quem labuta.

“A mão dos diligentes produz riqueza”. De fato o homem forte e diligente acumula riquezas temporais e espirituais e as conserva; porém o vagabundo e o indolente, que passam do bem ao mal e do mal a pior, não só não acumulam riquezas, mas aos poucos, pela sua preguiça, perdem até o que tinham e se tornam escravos dos vícios.

 

Torna o homem escravo dos vícios

“A mão trabalhadora dos fortes obtém o comando; aquela do preguiçoso irá para o trabalho forçado” (Pr 12, 24). “A mão trabalhadora dos fortes obtém o comando”: o empreendimento, a força de ânimo, as fadigas da luta levam à glória e ao comando.

“A mão dos diligentes – o hebraico diz dos laboriosos – consegue o comando” porque busca as riquezas e a autoridade. Isto significa, no campo moral, que quem é diligente nos empenhos espirituais domina a sensualidade e consegue o domínio de si mesmo. E a fim de que ninguém pense que as dificuldades de uma vida empenhada sejam por demais grandes, a Bíblia dos Setenta traduz: “A mão dos diligentes facilmente consegue o comando”. Então os fortes, os diligentes, os laboriosos, com sua força e perspicácia conquistam riquezas, comando e autoridade. Os indolentes, os vagabundos e os preguiçosos ficam submissos às pessoas fortes e ativas e se tornam seus servidores. E assim as pessoas laboriosas, após a fadiga, passam a gozar as riquezas que amontoaram, vivem em paz com a contribuição e os esforços daqueles que lhes estão sujeitos. Os preguiçosos, ao invés, por causa de sua poltronaria, ficam submissos às pessoas ativas e por causa do ócio e da inércia são obrigados a enfrentar a fadiga, que tinham evitado, para poder saldar débitos e tributos para com as pessoas laboriosas. Quem se esforça goza o seu justo descanso e os ociosos ficam sujeitos às fadigas; este é exatamente o preço delas e o justo castigo do ócio e da inércia.

 

Alguns Exemplos da História

 

Os romanos com sua força conquistaram o império e dominaram a maior parte da terra. O mesmo aconteceu com os gregos, os assírios, os persas e os germanos. Ao contrário, aqueles que se chafurdaram nos prazeres, no luxo e no ócio perderam seu império, foram escravizados e obrigados a pagar contributos. Por exemplo, Sardanapalo3, por causa do luxo e da preguiça perdeu o Império Assírio, conquistado anteriormente com a força de Nino.4 Baltasar, devido ao seu banquete, perdeu o reino da Babilônia, que Nabucodonosor havia construído com sua habilidade. Dario, pelo luxo e ócio, perdeu o reino dos Persas, fundado por Ciro com sua força; Quilpérico5 devido à sua devassidão, perdeu o reino dos Francos, criado por Faramondo6 com seu poderio.

“A mão do preguiçoso servirá com os contributos.” A tradução do hebraico da Bíblia dos Setenta diz: “Os malvados cairão na ruína”. Pagnini7 comenta:

‘A mão malvada deverá pagar os débitos’. A mão malvada é indiretamente contrária à mão forte, porque a mão forte é laboriosa, a mão malvada, ao invés, é ociosa e preguiçosa. Aquilo que a mão laboriosa obtém com seu próprio esforço, o mesmo a mão malvada procura obter com trapaças e fraudes, mas engana a si mesma e se ilude na esperança, visto que Deus abençoa os laboriosos, condena os malvados e, descobertos os enganos, faz com que percam os bens, que haviam conseguido trapaceando, por ação dos juízes ou dos soldados ou dos ladrões.

Caetano8 assim traduz: “A fraude levará à derrocada”. Como a neve se derrete e desaparece, assim as riquezas, conquistadas com fraude, uma vez descobertas, são tomadas e desaparecem (Pr 10,4).

No campo espiritual é ainda mais verdadeiro, diz respeito ao domínio e à escravidão espiritual. Como afirma Dionísio, o Areopagita, “Aqueles que são fortes nos atos de virtude, em geral têm preferência diante dos irmãos, e dominam até o apelo dos sentidos e das paixões”.

Seneca9 diz: “Procura a glória? Mostrar-lhe-ei um grande império a ser conquistado: domine a si mesmo”. Aqueles que ao contrário são preguiçosos e lerdos nas obras de virtude serão cobertos de pecados e se tornam escravos do príncipe das trevas. O maligno exige deles o pagamento das taxas com a tentação e eles devem dar continuamente sua contribuição ao mal; por isso serão enviados ao cárcere infernal, onde deverão pagar um tributo eterno de penas e dores.

Esse é o motivo pelo qual a mão preguiçosa gera pobreza e escravidão, pois agindo com negligência favorece os vícios, que nascem da tepidez; primeiramente enfraquece os bons hábitos virtuosos, que antes se apoiavam nas virtudes, agora fortemente agrilhoadas pelos vínculos de preguiça, a mão preguiçosa fica sujeita a seus inimigos, isto é, aos vícios. Nesse sentido, com sabedoria o poeta Próspero10 narra sobre um rei corrompido por prazeres:

Ainda que tenha um reino interminável
é um escravo muito pobre
porque a sua mente, subjugada
por um tirano carnal,
é mantida escrava de tantos senhores
quantos são os vícios.

Segundo Alvarez de Paz,

As ações feitas com tepidez e preguiça causam estes danos: não aplacam a Deus, causam náusea aos Anjos e aos Santos, provocam risos e desprezo dos demônios, não conseguem levar a termo o que estão fazendo; aumentam cada vez mais a dificuldade em praticar o bem, gastam o tempo sem fruto algum.

Fujamos, pois, da lerdeza e procuremos ser rápidos e solícitos
em servir ao Senhor.

 

Notas:

1 São Gregório Magno apresenta os exemplos das três irmãs de seu Pai: Tarsila, Gordiana e Emiliana, que se consagraram ao Senhor. Porém Gordiana pouco a pouco retornou à vida mundana, casou-se com o feitor de seus campos: “Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”. Outro exemplo é o do monge Teodoro, que após uma vida religiosa relaxada, no momento de morrer, foi arrancado da goela do demônio pelas orações dos monges de sua comunidade e, tendo sarado, mudou definitivamente de vida.

2 O texto de Gaspar Bertoni continua: “Até a conclusão da obra”. Para tanto Deus no Antigo Testamento queria que nos sacrifícios lhe fossem ofertados, juntamente com a gordura, a cauda do animal sacrificado (Lv 3,9: “gordura e cauda”), para demonstrar que o bem começado agrada a Deus só quando se leva até o fim. Rodolfo (Rodolfo di Biberach, franciscano e autor místico, morto em 1326, escreveu Os sete itinerários da eternidade) comenta: “A cauda, visto que é a parte final do corpo, é símbolo do perseverar e completar as obras boas e santas. Somente do sacrifício da ovelha Deus dá este preceito: se a sua oferta de sacrifício de comunhão para o Senhor for a 64 ovelha” (Lv 3,6). Fala assim porque na realidade os simplórios e os preguiçosos (retratados pelas ovelhas) são inconstantes. Não se diz isso dos sacrifícios de cabras – isto é dos pecadores penitentes – ou de bois, ou daqueles que se empenham em converter-se. Estes, vendo o fruto das fadigas deles, se armam de grande vontade, se esforçam e criam coragem para enfrentar as próprias fadigas. Também São Gregório Magno escreve: “Como prescreve a Lei, no sacrifício deve ser oferecida a cauda da vítima. A cauda é a extremidade do corpo e disto se deduz que pratica uma perfeita imolação quem apresenta o sacrifício da obra boa até o fim do ato que deve fazer”.

3 Sardanapalo, último rei da Assíria, vivia como mulher, tinha hábitos femininos, ocupava-se com trabalhos de mulher, entregando-se à gula e à luxuria.

4 Nino, mítico fundador de Nínive e do Império Assírio, marido de Semíramis.

5 Quilpérico I, rei dos francos (539-575), era glutão, luxurioso e cruel.

6 Faramondo, herói lendário dos francos, suposto fundador dos merovíngios, viveu na primeira metade do século V.

7 Pagnini Sante, dominicano (1470-1536), nasceu em Luca, recebeu o título de Pregador Apostólico. Vinha traduzindo a Bíblia, a partir dos textos originais, mas a morte o impediu de terminar o seu trabalho.

8 Tomás Jacó de Vio era chamado o Caetano porque nasceu em Gaeta. Foi, bispo, cardeal (1469-1534). A sua obra mais importante é o Comentário à Suma Teológica de Santo Tomás. Escreveu também comentários sobre a Escritura.

9 Seneca, filósofo, nasceu em Córdova, pelo ano de 4 a. C. Estudou em Roma. De saúde frágil, vegetariano, morou em Pompéia e no Egito. Exilado em Córsega, por ser acusado de adultério, foi obrigado a se envenenar no ano 65. Era o escritor mais fecundo da antiguidade: tragédias, epigramas, sátiras e escritos filosóficos. São Jerônimo cita-o freqüentemente e coloca-o entre os santos.

10 Próspero Tiro de Aquitânia, poeta, escritor eclesiástico, nasceu no sul da Gália, pelo ano de 390 e faleceu no ano de 460.

 

Fonte: São Gaspar Bertoni, Acídia: Vírus que mata o amor, Tradução Vergílio Zoppi – Goiânia: Ed. da UCG, 2006.

Imagem em Destaque: What A Day For A Daydream



Sobre

Seminarista na Arquidiocese de Diamantina - MG 27 anos.


'Sem Entusiasmo' possui 2 comentários

  1. 22 de junho de 2015 @ 01:19 Renan

    Muito bom.

    Responder

  2. 2 de julho de 2015 @ 22:47 Gustavo

    O texto, bem como todo o site estão de parabéns! Excelentes. Que Deus continue vos dando força.

    Responder


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