Sem Leme


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Por São Gaspar Bertoni:

Sede fortes na luta e combatei (da liturgia).

Devassidão

 

A devassidão consiste em deixar tudo correr às soltas, sem algum controle. Incorrem nesse vício todos aqueles que, diante da dificuldade em bem se comportar e em escolher uma regra de vida, desanimados enfim de poder se governar, não confiam na divina misericórdia, se abandonam e se entregam completamente sem qualquer resistência. Deixam-se arrastar como nave sem guia. Assim do infeliz “devasso” se pode dizer: “Será como um que dorme no meio do mar como um nauta adormecido que perdeu da mão o leme” (Pr 23,34).

O texto hebraico diz: “Como um que dorme enquanto está no alto ou em cima da árvore mastro”, isto é, no ponto de vigia elevado, de onde se podem ver eventuais piratas ou escolhos ou outros perigos, para avisar os navegantes. Se de fato ele dorme, expõe ao perigo todos os marinheiros e também a si mesmo e corre o risco de despencar lá do alto. Da mesma forma acontece com o dissoluto que dorme por embriaguez ou por descuido. O termo hebraico dissoluto significa uma e outra coisa.

 

Perigo de Naufrágio

 

O homem é comparado à nave (Um navio é uma nave. Conduzir uma nave é navegar*). Comenta Lirano:1 “Como o capitão se coloca na popa da nave para dirigi-la, assim a razão e a mente presidem ao corpo e ao homem para dirigi-lo, como diz Platão”. Portanto, continua o venerável Beda, a nave é o corpo, o marinheiro é a mente, o leme é a razão, o juízo, a prudência, que a embriaguez (ou dissolução) arrebata, leva à ruína.

Conforme Santo Ambrósio, como aquele que dorme no mar é sacudido violentamente pelo ímpeto dos ventos, pelas tempestades e pelas ondas do mar, que ora parece subir até as estrelas, ora descer até o abismo, assim o ébrio ou o dissoluto é lançado para o alto e para baixo pela tempestade dos fantasmas e dos desejos.

Como o marinheiro que dorme deixa a nave bater contra escolhos, ela se vira e afunda, assim o ébrio (dissoluto) se deixa envolver por muitas desventuras e perigosas situações, até se afundar nelas como um louco; por isso freqüentemente causa ruína a si mesmo, às suas coisas e se condena.

Ainda, acrescenta Crisóstomo, como os marinheiros durante a tempestade procuram aliviar a nave e atiram ao mar até mercadorias muito preciosas, assim o ébrio (dissoluto) joga fora e dissipa os dons mais preciosos: o espírito, a vocação. Como de fato lá se jogam as mercadorias, também aqui se joga fora todo tipo de bens que se encontre no ânimo: a modéstia, o pudor, a prudência, a mansidão, a humildade. Nos abismos da iniquidade essa embriaguez atira tudo.

Como aquele que dorme sobre a nave, estando a razão adormecida, não percebe os piratas e os perigos mortais, por isso não está em condição de se prevenir contra eles, assim igualmente o ébrio (acidioso) deixa a razão adormecer, se afogar e não se defende contra os inimigos, que lhe assediam o corpo e a alma, mas se oferece a eles como presa. Quando o marinheiro dorme e não está em condição de dirigir o leme, deixa-o solto ou perde-o, a nave termina nos baixios, nos bancos de areia, ou contra os escolhos, isto é, no rumo de um inevitável naufrágio. Dessa forma, a nave com o marinheiro e todos que nela navegam são submersos e perecem. Do mesmo modo o ébrio provoca naufrágio e arruína a si mesmo e às suas coisas.

Em primeiro lugar, a acídia provoca o afundamento da razão, submerge-a como quando perdeu e afundou o leme. São absorvidos a vontade, a fantasia e todos os sentidos, até que o corpo todo caia na ruína. A seguir há o naufrágio da esperança, da castidade, de toda a dignidade, da sabedoria e das virtudes. Os marinheiros são as forças e as potências da alma, o timoneiro é a vontade; os marinheiros de proa, isto é, guardas e guias da nave, são a mente e a razão.

 

Interpretação Espiritual

 

Na interpretação espiritual, os marinheiros são as virtudes internas, o timoneiro é a caridade, os navegantes são as virtudes externas, sobretudo a modéstia e a compostura nos comportamentos e nos gestos. Todas essas coisas, por causa da embriaguez (acídia, devassidão), como que jogadas ao mar, vão ao fundo e se perdem.2

São Gregório Magno apresenta uma interpretação diferente:

Quem dorme no meio do mar é a pessoa que, assediada pelas tentações deste mundo, não se preocupa em prevenir os impulsos dos vícios, que surgem como ondas altas e violentas. Assim o marinheiro perde o timão, isto é, a mente descuida da própria obrigação de guiar a nave do corpo. Portanto, perder o timão significa não manter o empenho de vigiar em meio às tempestades desta vida. De fato se o marinheiro segura firme e com atenção o timão, ora pode guiar a nave enfrentando as vagas no lado certo, ora vence o ímpeto dos ventos recebendo-os obliquamente. Assim quando a mente guia alguém que vigia, algumas situações pode afrontar superando-as, outras de maneira previdente as evita e assim lutando vence as batalhas presentes e se reforça na previsão das batalhas futuras.

 

Insensibilidade Perigosa

 

“Bateram-me, mas não senti dor; arrastaram-me, mas permaneci insensível” (Pr 23,35). Hugo de São Vitor comenta:

O marinheiro adormeceu e perdeu o governo dos remos, isto é, o cuidado da vigilância; dorme no meio do mar, isto é, na vida presente; e as vagas, isto é, as preocupações e os múltiplos desejos, o fazem afundar. A nave, pois, é a alma, a razão é o guia, o timão é a vigilância. Primeiramente me atacaram os demônios com as tentações, as ilusões, que são os flagelos espirituais; mas não senti dor, não os senti e os ignorei. Arrastaram-me depois para os vícios do mundo, para os laços da vaidade e do prazer, mas permaneci insensível. De fato cada pecador, como ébrio do vinho do prazer, tem totalmente morto o sabor do coração e não sente nem mesmo as feridas espirituais, nem os prazeres do coração.

Portanto, quem dorme no meio da tempestade está mais perto do perigo do que aquele que está acordado, da mesma forma quem não sente as feridas da consciência está mais em perigo do que quem as percebe. Por isso São Jerônimo, escrevendo a Heliodoro, diz:

‘Você erra, meu irmão, você erra redondamente se pensa que um cristão não sofre continuamente perseguições. Movem contra você uma guerra ainda mais encarniçada, quando pensa que não será combatido. O nosso adversário ruge como um leão, anda ao redor procurando uma presa para devorar’ (1 Pd 5,8), e você fica pensando que está em paz? Ele ‘está de tocaia atrás de abrigos para matar de surpresa o inocente; escondido como um leão em sua caverna, vai observando com os olhos o infeliz e está atento para atacar o pobrezinho’. E você fica a dormir placidamente à sombra de uma árvore frondosa,3 para se tornar sua presa?

E logo em seguida acrescenta:

As águas, calmas como num lago, lhe sorriem: apenas a superfície do elemento adormecido é encrespada pelo vento. Mas na verdade esta grande planura possui as suas asperezas, mantém escondido o perigo, conserva o inimigo no seio. Preparem as cordas, levantem as velas. A cruz do navio seja fixada sobre as suas frontes: esta aparente bonança é uma tempestade!

De fato como a nave se encontra em grande perigo, quando o timoneiro está adormecido e o timão caído na água, assim a alma do devasso, que se deixou levar, sem o governo de si, dificilmente poderá melhorar, a não ser que seja amparada pela graça divina. Porque o devasso é volátil como o pó, que é transportado por qualquer vento de tentações: “Como palha que o vento espalha” (Sl 1,4). O vento – diz Lorin4 – é o diabo que seduz com a falsa doutrina. O homem devasso é levado à ruína pelos espíritos malignos porque se deixa transportar por qualquer vento de doutrina.

 

Como um Vaso Trincado

 

O devasso não consegue reter em si as coisas boas, sendo como um vaso trincado, que deixa escorrer o que nele contém. “O interior do insensato é como um vaso quebrado, não pode conter nenhum conhecimento” (Eclo 21,14).

A Bíblia coloca em confronto o estulto e o sábio, afirmando que a mente do sábio é como uma fonte de vida, da qual jorra água de doutrina salutar e vivificante; ao contrário a mente do estulto é como uma bilha quebrada, que não pode reter nenhum sábio conselho – que lê ou que ouve – por isso deixa-o perder, como se perde a água de uma ânfora quebrada.

Há quatro tipos de pessoas, mediante a sabedoria. Algumas são como esponja, que absorve e retém líquidos de qualquer fonte. Outras são como pipa furada, que recebe água de uma parte e a perde de outra e o que recebe deixa escorrer. Outras ainda são como uma taça que, mesmo se deixando encher de vinho, retém a borra. Muitos enfim como os recipientes dos vendedores de ervas ou cereais, que conservam também a casca, mas em repartições distintas: em cima deixam as escórias ou a casca e em baixo recolhem o pó triturado ou a farinha.

 

As Consequências de uma Vida Depravada

 

O devasso cai em profunda miséria, a tal ponto que se pode atribuir-lhe aquele dito de Isaias: “Olhará para o alto e volverá o olhar sobre a terra e eis então angústia, trevas e desoladora escuridão” (Is 8, 21-22).

Por assim dizer – comenta, Sanchez5 – quer olhe para o céu no alto, ou embaixo para a terra, o devasso encontrará e verá somente tribulação, trevas, tristeza e miséria, falta de ânimo no corpo e na alma e em todos os lugares angústias, que o perseguem e não pode evitá-las. De fato, no alto um céu fechado e Deus desgostoso; embaixo, a terra ocupada por inimigos em toda parte.

Ah! Mísero devasso, sempre triste e privado de toda a graça! É verdadeiro o que se lê no Livro dos Provérbios: “A alma do dissoluto está enfraquecida”, isto é, descuidada, preguiçosa, sonolenta. Os que não querem fazer esforço se debilitam no ócio e não ganham nada, nem procuram nada para viver.

No campo espiritual, os que não querem praticar atos de caridade, de misericórdia, de orações, de piedade, de paciência etc. são envolvidos por um torpor e uma sonolência, que os tornam ineptos e incapazes de qualquer obra boa e principalmente se privam da graça, das consolações e de todos os dons espirituais. O mesmo afirma Beda, recolhendo de São Gregório, Hugo, Dionísio e de outros autores.

 

Quem Dorme não Pega Peixe

 

Filão faz essa reflexão:

Deus mostra aos homens como a fadiga está no começo de todo bem e toda virtude e sem a fadiga não pode existir algum bem para os seres humanos. Quem evita a fadiga, evita também os bens. Quem ao invés com paciência e fortaleza enfrenta duras provas, corre ao encontro da felicidade.

Mais claramente, sobre o mesmo assunto, escreve São Gregório Nazianzeno: “Os grandes homens se empenham com grandes esforços para seguir a virtude, guiados e orientados pela razão”. Assim diz Crisóstomo:

Caríssimos, cansemo-nos por um pouco tempo, para não sermos privados dos bens eternos. O tempo de fadiga é breve, enquanto o descanso dura por infinitos séculos. Onde maior for a fadiga, maior será a satisfação. Quem tem prudência, enfrenta a fadiga com boa vontade, em vista dos frutos, que assim consegue.

São Gregório Magno acrescenta:

Aos preguiçosos, por isso, é preciso recordar com energia o que freqüentemente acontece quando não se quer fazer no momento certo o que está em nossa possibilidade, em seguida, quando o quisermos fazer, não seremos mais capazes. De fato a mente inoperante, até que não seja aquecida por justo fervor, é desviada de desejar o bem e sem perceber é sufocada pelo torpor que cresce.

Por isso justamente foi dito por Salomão: “A preguiça provoca o sono” (Pd 19,15). Na verdade o preguiçoso tem uma clara percepção e está meio acordado, mas ao agir cai no torpor. Diz-se que a preguiça provoca o sono, uma certa sonolência, porque pouco a pouco se perde a consciência da clara percepção, quando se descuida de praticar o bem. Justamente se acrescenta: “E alma sem freio passará fome” (Pd 19, 15). De fato, visto que a alma não se dirige decisivamente para as coisas superiores, se perde indolente nas baixezas, procurando satisfazer todos os desejos; e como não se impulsiona com força para o empenho das coisas sublimes se torna presa da fome das baixas paixões. Quem descuida de se dominar, com disciplina, pelo desejo dos prazeres fica fraco como um faminto.

Por isso, de novo, pelo mesmo Salomão foi escrito: “Todo ocioso vive de desejos”. E da boca da mesma Verdade, disse Jesus Cristo: “Tendo saído o demônio, a casa é considerada limpa, mas, quando retorna, traz consigo outros sete espíritos piores e a casa vazia é ocupada e sua situação se torna pior que antes” (Lc 11, 24ss).

 

Âncora: Confiança em Deus

 

Ai dos devassos de coração,
que não confiam em Deus;
porque não serão protegidos por Ele (Eclo 2, 15).

É como dizer: ai dos descuidados e dos tépidos, que preguiçosa e friamente se aproximam de Deus e não acreditam e nem confiam firmemente nele – no tempo da prova vacilarão. Ai daqueles que – por causa do ímpeto das ondas furiosas da tribulação, rompidas as amarras da fé e perdida a âncora da esperança – redemoinham náufragos. Deus de fato não protege aquele que o esquece, o abandona e o deixa rodopiar nas ondas e afundar.

A esse propósito recordamos São Francisco Xavier6 que, enquanto viajava para o Japão, o demônio, de todas as formas, tentava impedir ou retardar a sua viagem, porque este previa que ele iria alcançar muitos frutos e, por isso, provocava mil empecilhos, para diminuir a fé e a fortaleza de Xavier. O santo, percebendo por inspiração divina que essa tentação e os empecilhos provinham do demônio, resistiu com todas as forças e permaneceu firme no seu propósito. Assim, com a ajuda de Deus, superou todas as dificuldades e deu início a uma igreja, que hoje nós vemos com alegria gloriosa pelas virtudes heróicas e pelo martírio de tantos fiéis. Xavier dizia que tinha aprendido então pela experiência que, ante as coisas difíceis, iria produzir uma grande messe de almas. O demônio, prevendo esse fruto, tentara dissuadir-se dele e fazê-lo morrer já no início, seja com inimigos externos, seja incutindo no homem apostólico sentimentos de temor e de desconfiança. E por isso, naquelas situações, deve se preocupar apenas em permanecer bem firme, confiar em Deus e persistir com constância no propósito. Agindo assim certamente Deus ajudará para que sejam percebidos claramente e superados todos os abstáculos do demônio. Portanto, não se deve ter medo de nada e nenhum desânimo.

 

Constância e Coragem

 

Os devassos enfim são medrosos de coração e sem firmeza de caráter, porque perdem a concentração quando as adversidades se prolongam: encontra-se no coração de fato a sede principal do caráter, da vida, da esperança e da coragem. É justamente nele que está a raiz do sentimento, do movimento e da vida. Por causa do medo, o vigor e a força de ânimo diminuem, assim também, por afinidade, aqueles sediados no coração tendem a desaparecer. Aristóteles atribui essa causa à palpitação do coração:

O coração, direi, quase só no homem, entre os animais, palpita porque só o homem é movido pela esperança e pela expectativa do futuro. Na esperança a audácia se fortifica e se revigoram o coração e a alma; ao invés na desconfiança, pelo medo e pela fraqueza, se afrouxam, se diluem, se enfraquecem…7

 

As Três Cordas: Fé, Esperança e Caridade

 

No simbolismo, três são as cordas com as quais a alma está ligada a Deus, como ao seu coração, do qual retira toda a força de vida espiritual e de comportamento: a fé, a esperança e o amor.

A fé ajuda a alma a não ser arrastada por qualquer vento de erro. A esperança dá firmeza no tempo da tribulação.

Justificados, pois, pela fé, nós estamos em paz
com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo,
por Ele temos acesso à fé,
a esta graça na qual nos encontramos e nos gloriamos,
na esperança da glória dos filhos de Deus;
não só, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a
tribulação produz a paciência,
e a paciência produz a virtude comprovada,
e a virtude comprovada a esperança;
a esperança, pois, não engana, porque o amor de Deus
foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo que nos
foi dado (Rm 5, 1-5).

O amor de Deus impede que a alma seja arrastada para a morte pelos pecados, em conseqüência do apego à carne e ao mundo. Se essas amarras se soltam, se escoa todo o vigor da alma; e se desfaz, desse modo, a fé por causa da dúvida, a esperança por causa da desconfiança, a caridade pela tepidez e pelo torpor. Terríveis são as conseqüências, como diz o Eclesiástico: “Ai de vocês que perderam a perseverança” (Eclo 2,14), isto é, a paciência, a longanimidade, a capacidade de resistir por longo tempo a espera da libertação. Sem dúvida aqueles que abandonaram o caminho certo, pela fraqueza, devido à continuidade da tribulação se desviaram também por más vias. No texto do Eclesiástico se fala propriamente dos hebreus perseguidos por Ptolomeu, entre os quais muitos, pela duração da prova, perderam a paciência, a esperança e enfim a fé e trocaram o judaísmo pelo mundo pagão. Aludindo a isto, Paulo exortava os hebreus a suportarem a perseguição que sofriam por causa da própria conversão de fé em Cristo: “Não percam a coragem, à qual está reservada uma grande recompensa” (Hb 10,35). Santo Isidoro conclui:

O prêmio é prometido não a quem começa, mas a quem persevera, como está escrito: ‘Quem perseverar até o fim, este será salvo’ (Mt 10,22). A nossa relação de amor agrada a Deus, quando levamos ao término o bem que havíamos começado. De fato está escrito: ‘Aí de vocês que perderam a paciência, a perseverança’ (Eclo 2,14), isto é, não terminaram a boa obra. ‘E o que farão vocês, quando o Senhor vier lhes pedir cantos?’ (Eclo 2,14). Visitar significa pedir contas, julgar.

 

Notas:

* Um navio é uma nave. Conduzir uma nave é navegar, ou seja, a palavra vem do latim “navigare”, “navis” (nave) + “agere” (dirigir ou conduzir).

1 Lirano (Nicolau di Lira), exegeta franciscano, nasceu em Lyre (Normandia), no ano 1270, e faleceu em Paris, em 1349. Mestre de Teologia em Paris, conhecia perfeitamente o hebraico. É chamado doctor planus ou utilis, porque expôs clara e brevemente o sentido literal da Escritura.

2 Os Setenta traduzem: “Permanecerás no profundo do mar, como um marinheiro sem o timão, em grande tempestade”.

3 cf. Virgílio (Geórgicas II, 470).

4 Jean de Lorin, exegeta jesuíta, nasceu em Avinhão, morreu em Roma, no ano de 1575. Ensinou Teologia e Sagrada Escritura em Paris, Milão e Roma. Converteu muitos hebreus. As suas obras exegéticas, ainda que prolixas, foram muito apreciadas e tiveram diversas edições.

5 Pedro Sanchez, jesuíta (1528-1609), espanhol, foi um dos primeiros missionários no México. Escreveu o Livro do Reino de Deus e do caminho pelo qual se alcança.

6 São Francisco Xavier (1506-1552), sacerdote jesuíta, espanhol, foi companheiro de estudo de Inácio de Loyola e com ele um dos fundadores da Companhia de Jesus. Partiu como missionário em 1541 para a Índia e o Japão. Morreu, aos 46 anos, na ilha de San Chão, debilitado pelas fadigas. O seu corpo está em Goa.

7 Plínio afirma: “São chamados de ferozes os animais que têm o coração rígido e duro, audazes os que têm o coração pequeno, medrosos os que têm um coração grandíssimo. Em proporção maior o têm os ratos, a lebre, o asno, o veado e todos os animais tímidos ou os malvados por medo (a pantera, a fuinha, a hiena)”.

 

Fonte: São Gaspar Bertoni, Acídia: Vírus que mata o amor, Tradução Vergílio Zoppi – Goiânia: Ed. da UCG, 2006.

Imagem em Destaque: GoodFon



Sobre

Seminarista na Arquidiocese de Diamantina - MG 27 anos.


'Sem Leme' possui 1 comentário

  1. 1 de julho de 2015 @ 11:09 Dov

    Simplesmente primoroso.
    Melhor artigo que li por aqui. Muito edificante. Com certeza me fará um homem melhor.

    Obrigado e parabéns por esse excelente trabalho.

    Que Deus lhes abençoe.

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